quarta-feira, 26 de maio de 2010

LINHA 174

Seguia o coletivo,
Da linha,
um sete quatro
Dentro,
ativos
os passageiros./
O motorista,
Geísa,
E também,
o Sandro
Vivos,
Todos inteiros./

Um desatino,
Àquele que
desde menino,
Sem registro
Sem documento,
Se previa,/
Que
a qualquer momento
no meio
de uma tragédia
estaria./

E lá
ele estava,
Situação precária.
Em noventa três,/
Não foi
naquela
ocasião,
na Candelária,
A sua vez./

Morreram
Apenas oito.
Qual deles
Embora criança,
Abandonado,
Marginalizado,
Não seria
Ladrão?.
Que houve
De repercussão?

Submergido
no crime
Permaneceu
Sandro./
Menino de rua,
Usando
Um
e outro
biscate,
Como
escafandro./

Do outro lado
Os sonhos,
A juventude./
A beleza
De quem
Tomou
Uma atitude/

E enfrentou
a dureza.
Aceitou
o desafio,/
Seguindo
o marido,
Partiu para o Rio./

E no dia-a-dia
Sofrido,
Sonhava
Idealizava
Colocar a vida sobre
Os trilhos./
E tanto
Assim o
Era
Que
nos sonhos
Que
viraram
quimera
estava
o de ter
vários filhos./

Um assalto,
Reféns.
Grandes
sofrimentos,/
Que
Com
um pouco
De sorte
Findos
estariam,
Dentro
de poucos
Momentos./

Quis
o destino,
Com
traço forte,/
Que
Numa
fuga
Mal fadada
Ele opressor
Ela
subjugada
Saltassem,
daquele coletivo,
ambos,
para a morte./

José Domingos.

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